A crença insana e a idolatria a uma entidade do mal podem levar uma pessoa a praticar atrocidades que até o diabo duvida.

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Conheça 5 crimes brutais cometidos por seitas satânicas:

1- SATANISTAS CANIBAIS

Derramar sangue em nome do diabo seria o maior sacrifício que se pode dar a ele, mas alguns russos quiseram oferecer mais.

Acionada para verificar uma ocorrência nos limites da cidade de Yaroslavl, na Rússia, a polícia local encontrou em uma vala pedaços de corpos ao redor de uma cruz fincada de cabeça para baixo. As investigações levaram à descoberta de algo muito macabro: um grupo de jovens matou, esquartejou, cozinhou e comeu partes do corpo de quatro adolescentes em um ritual satânico.

As vítimas eram garotos góticos que tinham entre 16 e 17 anos. Eles haviam dito aos pais que iriam participar de um festival de música nas redondezas. Mas a polícia apurou que eles combinaram um encontro com Nikolai Ogolobyak, líder de uma seita satanista russa. O encontro, na real, era uma emboscada. Os jovens foram embriagados e esfaqueados sem piedade: cada um levou 666 facadas. Dois dos adolescentes foram mortos em 28 de junho de 2008 e outros dois no dia seguinte.

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Um dos satanistas presos confessou que, em outra ocasião, violou o túmulo de uma criança que havia morrido há pouco tempo e comeu o coração do cadáver. Já outro criminoso se recusou a renunciar à crença. “Satã vai me ajudar a evitar a responsabilidade. Eu fiz muitos sacrifícios por ele”, disse o maluco à polícia. Seis integrantes da seita foram considerados culpados de assassinato e profanação de corpos pela Justiça russa. A sentença mais longa, de 20 anos de prisão, foi para Ogolobyak.

2- UM CASAMENTO COM O DIABO

Após assassinar um colega, um casal satanista da Alemanha demonstrou satisfação pelo crime, que segundo eles foi um pedido do diabo.

“Vampiro da escuridão procura princesa das trevas que odeie tudo e todos.” Foi com esse amável anúncio, publicado em uma revista alemã sobre música, que o casal Daniel e Manuela Ruda se conheceram. Após um tempo de namoro, o casamento chegou em um belo sexto dia, do sexto mês. Tudo para simbolizar o número da besta, 666. Essa união das trevas não poderia ter outro padrinho: o diabo. Como presente, o casal disse que recebeu ordens do próprio satanás para matar.

No dia 6 de julho de 2001, o casal convidou Frank Haagen, colega de trabalho de Daniel, para seu apartamento na cidade de Witten. O convidado não sabia, mas seria assassinado brutalmente naquele encontro. Frank foi golpeado repetidamente com um martelo e esfaqueado 66 vezes. Depois de matarem, Daniel e Manuela esculpiram um pentagrama no peito do homem, beberam o sangue dele numa tigela e “celebraram” o feito transando em um caixão.

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O insano casal foi preso uma semana depois de cometer o crime. E nem precisaram confessar o assassinato: a polícia encontrou o corpo mutilado de Frank já em estado de decomposição na própria casa dos Ruda, junto a um conjunto de facas, machados e mensagens satânicas que cobriam as paredes da sala. Os dois haviam comprado uma serra elétrica: eles não queriam estar de mãos vazias caso satanás voltasse a “convocá-los”.

Levados a julgamento, Daniel e Manuela foram considerados mentalmente incapazes e condenados a passar 15 e 13 anos, respectivamente, em um centro de detenção psiquiátrico. O casal não demonstrou qualquer remorso pelo crime. Ao contrário, eles chocaram a cidade pelo comportamento extrovertido que tiveram durante o processo. No tribunal, o último gesto do casal foi um sinal satânico feito com as mãos.

3- SEITA SATÂNICA COM PEDOFILIA

Inspirado pelos escritos de Aleister Crowley, um grupo inglês misturou libertinagem com satanismo.

A cidade de Kidwelly, no País de Gales, abrigou por mais de uma década um sistemático esquema de abuso infantil. Sob o comando de Colin Batley, o líder de um tipo de seita satânica do sexo, inúmeras crianças serviram ao longo de 12 anos como “brinquedos sexuais” para Batley e seus excêntricos seguidores. As atividades do grupo eram inspiradas nas ideias do ocultista Aleister Crowley e no ‘Livro da Lei’, principal obra de referência dos seguidores da Thelema, a sociedade criada por Crowley.

Nas cerimônias do grupo as pessoas usavam capuz, ornamentos com cruz invertida e entoavam cânticos diante de um altar. As atividades não incomodavam os vizinhos, pois parte deles estavam envolvidas no esquema. Os filhos de integrantes dessa seita, isolados de outras crianças, tiveram que obedecer as ordens de Batley e foram obrigados a participar de cerimônias de sexo grupal. Em 2002, o serviço social de Kidwelly chegou a ser alertado sobre suspeitas de abuso infantil, mas não investigou.

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As práticas dessa seita criminosa só foram descobertas em 2011, quando algumas crianças e jovens conseguiram escapar do esquema e denunciaram todo mundo. Batley foi preso, julgado e considerado culpado de 35 acusações, incluindo estupro, estímulo à prostituição e pedofilia. Algumas de suas seguidoras que acompanhavam a audiência no tribunal choraram quando o juiz determinou que ele deveria passar mais de uma década encarcerado.

Annabelle Forest é uma das crianças que sofreram abuso durante muito tempo. Aos 11 anos, ela foi iniciada numa relação incestuosa pela própria mãe, Jacqueline Marling, além de ter sido forçada a se prostituir com mais de 1.800 homens, incluindo o próprio Batley, com quem teve um filho, aos 18 anos. Annabelle conseguiu escapar do esquema e, em 2011, publicou o livro ‘The Devil on the Doorstep – My Escape from a Satanic Sex Cult, que ajudou na condenação de Batley e da própria mãe dela.

4- ATAQUE NO METRÔ JAPONÊS

Um líder religioso maluco dizia que o mundo iria acabar numa guerra nuclear e resolveu dar início à destruição na cidade de Tóquio.

Numa manhã típica na capital do Japão, uma multidão de pessoas lotavam o metrô rumo ao trabalho. Cinco homens estavam em diferentes trens discretamente carregando sacos plásticos cheios de um líquido incolor. De maneira quase simultânea, ao desembarcarem, eles derrubaram as embalagens nos vagões, furando-as com a ponta do guarda-chuva. As portas se fecharam e o metrô seguiu viagem. Muitos dos passageiros sequer chegariam à próxima estação naquele 20 de março de 1995.

Os pacotes continham sarin, um líquido muito volátil, que rapidamente se transforma em um gás letal e atua sobre o sistema nervoso das pessoas. A arma química se propagou pelos vagões, causando uma náusea generalizada, com milhares de pessoas com formigamento na boca, dificuldade para respirar e perda de consciência. O resultado foi catastrófico: 13 pessoas morreram, dezenas ficaram em estado quase vegetativo e mais de 6 mil foram intoxicadas e algumas ficaram com graves sequelas.

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Os cinco criminosos eram integrantes da Verdade Suprema (Aum Shinrikyo, em japonês), seita religiosa fundada em 1984 pelo japonês Shoko Asahara e inspirada em interpretações de elementos do budismo, hinduísmo, ‘Livro do Apocalipse’, escritos de Nostradamus e até mesmo da ioga. Asahara pregava que a humanidade se autodestruiria numa guerra nuclear. E, claro, apenas os membros da Verdade Suprema seriam poupados. No início, a seita chegou a ter mais de 50 mil seguidores.

Asahara foi considerado culpado pelo atentado e condenado à morte por um tribunal de Tóquio, junto a outros 12 membros da Verdade Suprema. Todos eles ainda aguardam a execução e seguem presos. Mesmo depois de o processo terminar, a motivação do atentado é uma incógnita: os advogados de Asahara, que deu testemunhos confusos à Justiça, alegaram a incapacidade mental do líder. A seita, hoje rebatizada com o nome de Aleph, permanece sob vigilância do governo japonês.

5- O CRIME MAIS CRUEL DA FINLÂNDIA

A crença insana e a idolatria a uma entidade do mal podem levar uma pessoa a praticar atrocidades que até diabo duvida.

Imagine um crime tão bárbaro a ponto de a Justiça decidir tornar os detalhes secretos por vários anos (para não dar ideias a outros criminosos). Foi o que ocorreu em 1998, no caso que ficou conhecido como o homicídio mais cruel na história da Finlândia. Em 21 de novembro, o satanista Jarno Elg invadiu a casa de um jovem de 23 anos, que morava na cidade de Hyvinkaa, e o torturou até a morte. Elg tinha três cúmplices que o auxiliaram em um ritual macabro.

Segundo relatou o próprio satanista, o massacre ocorreu ao som do álbum Chronicle Cainian, da banda de black metal norueguesa Ancient. A vítima teve a cabeça enrolada com fita adesiva e foi asfixiada. Partes de seu corpo foram cortadas e devoradas por Elg e seus comparsas em uma cerimônia de culto ao demônio. A polícia chegou até o finlandês depois de encontrar uma das pernas da vítima em um depósito de lixo, próximo das casas dos envolvidos.

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Acusado de assassinato seguido de destruição de cadáver, Elg foi condenado à prisão perpétua. A corte de apelações, porém, concedeu a ele uma liberdade condicional em dezembro de 2014. No passado, esse satanista já havia se envolvido em diversos episódios de crueldade contra animais – ele chegou a ser surpreendido pelas autoridades espancando um cachorro com uma barra de metal, após filmar toda a ação.

Dois cúmplices de Elg, Terhi Johanna Tervashonka e Kristian Mika Risca, foram condenados à prisão. O terceiro, que era menor de idade na época, foi inocentado depois de alegar que havia sido obrigado a participar do assassinato. Em 2007, Tervashonka (que havia sido considerada insana pela Justiça) foi acusada e condenada a mais dez anos de prisão por outro crime, a morte de um homem de 47 anos de idade, que ela teria assassinado com pancadas na cabeça.

Fonte: Mundo Estranho