Alguns dos desenhos da Disney, têm origens verdadeiramente horríveis, envolvendo estupro, assassinato, tortura e outros acontecimentos muito desagradáveis.

Veja 4 de algumas das origens menos conhecidas dos filmes da Disney.

 

1 –  A Pequena Sereia

Na história de Hans Christian Andersen, em que a Disney se baseou, a cauda da pequena sereia é cortada. Ela tem que viver com uma dor horrível e seus pés sangram sem parar, além disso, o príncipe se casa com outra mulher. A pequena sereia tem uma escolha; ela pode matar o príncipe e voltar a ser uma sereia, ou lançar-se ao mar e morrer. Incapaz de matar o príncipe, ela comete suicídio.

Apesar de A Pequena Sereia ser um original de Andersen, ele se inspirou em um conto chamado Undine, por Friedrich de la Motte Fouqué. Em Undine, um cavaleiro se casa com um espírito da água e ela ganha uma alma humana. Entretanto, os parentes espirituais da Undine são travessos e, por vezes, bastante malignos, e eles começam a complicar o casamento. Pra piorar, Undine permite que a ex-namorada de seu marido, Bertilda, que também é meia-irmã de Undine, more com eles no castelo. O cavaleiro se apaixona por Bertilda, e os dois começam a tratar Undine mal, o que deixa seu tio, um poderoso espírito da água, muito irritado.
Undine comete suicídio jogando-se em um rio caudaloso para salvar seu marido e Bertilda da ira de seu tio. Ela perde a alma humana e torna-se um espírito de novo. O cavaleiro acredita que ela está morta e se casa com Bertilda, mas isso é um grande equívoco, se você já tiver sido casado com um espírito da água anteriormente. Undine é forçada pelo protocolo espiritual a voltar em sua forma de ninfa da água e matar seu ex-marido! Depois que ele é enterrado, uma pequena poça aparece e circunda sua sepultura; assim, Undine e o cavaleiro permanecem juntos para sempre na morte.

 

2 – Cinderela

A Cinderela da Disney foi baseada em uma história muito obscura de Charles Perrault, publicada em 1697. A versão de Perrault é quase igual à versão da Disney. No entanto, ambas as versões de Grimm e de Perrault contêm elementos da Gata Borralheira, publicada em 1634, por Giambattista Basile. Nesse conto de fadas obscuro de Basile, Cinderela desabafa com a sua professora a respeito da crueldade de sua madrasta. A professora diz que Cinderela tem que matar sua madrasta fechando um baú grande de madeira em seu pescoço.

Cinderela deve, então, convencer seu pai a se casar com a professora. Cinderela mata sua madrasta e o casamento acontece. Porém, a professora estava escondendo suas próprias sete lindas filhas e, depois do novo casamento, o pai de Cinderela perde o interesse em sua própria filha. Todas elas começam a maltratar Cinderela, abusando dela e botando apelidos nela, e ela é confinada na cozinha para trabalhar como empregada, ela agora é chamada de “Gata Borralheira”, anteriormente seu nome era Zezolla. O resto da história segue como o conto tradicional de Cinderela, e realmente tem um final feliz, mas é bom saber que a Cinderela não foi sempre tão inocente.

 

3 – Branca de Neve

No conto dos irmãos Grimm da Branca de Neve, a malvada Rainha ordena que um caçador traga de volta os pulmões e o fígado de Branca de Neve, como prova da morte da princesa. O caçador traz de volta as entranhas de um porco e a Rainha avidamente devora os órgãos.
A rainha tenta matar Branca de Neve três vezes: primeiro ela puxa seu espartilho tão apertado que ela desmaia. Segundo ela escova o cabelo de Branca com um pente envenenado, o que faz com que ela caia em um sono mortal, mas ela desperta quando os anões removem o pente. Finalmente, a Rainha envenena uma maçã que Branca de Neve come e aparentemente morre. Os anões colocam seu cadáver em um caixão de vidro, onde um príncipe a encontra e decide levá-la para casa com ele. Quando o caixão é movido, Branca de Neve desengasga, cospe o pedaço de maçã e acorda. No casamento, a rainha é colocada em sapatos de ferro quentes e é obrigada a dançar até a morte.

Essas idéias foram emprestadas da história A Jovem Escrava, escrita por Giambattista Basile em 1634. Nesta história, uma bebê é amaldiçoada a morrer em seu sétimo aniversário por uma fada. Quando a menina faz sete anos, sua mãe estava penteando seu cabelo e o pente perfura seu crânio, aparentemente matando-a. A mãe coloca a menina em sete caixões de cristal, colocados um dentro do outro, e tranca-a em uma câmara no castelo. A mãe finalmente morre de tristeza, e confia a chave da câmara ao seu irmão – tio da menina, dizendo-lhe para nunca mais abrir a porta. Um dia, a esposa do irmão abre a porta e encontra uma bela jovem no interior dos caixões de vidro – a menina continuou a crescer enquanto dormia.
A mulher acha que seu marido está mantendo a menina trancada no quarto para ter relações sexuais com ela, então a arrasta pelo cabelo, o que desaloja o pente e quebra o feitiço. Ela corta o cabelo da menina e amarra sua garganta com as tranças. Ela, então, faz a menina de escrava e bate nela diariamente, tornando seus olhos negros e deixando sua boca tão sangrenta que parece que ela está “comendo pombos crus”. A jovem decide se matar, mas enquanto afiava a lâmina da faca, ela conta sua história para uma boneca. Seu tio ouve e descobre tudo. Ele expulsa sua esposa do reino, presta cuidados médicos à sua sobrinha, e depois arruma um marido rico para ela.

 

4 – Pocahontas

É baseado, em contos ingleses esterilizados e falsificados do início da história da colônia de Virgínia. Pocahontas tinha apenas 10 anos de idade quando Smith fez o primeiro contato com os Powhetans. É verdade que ele foi capturado pela tribo, mas em seu relato original, Smith conta que foi tratado muito gentilmente. Foi só muitos anos depois, quando o nome de Pocahontas ficou conhecido na Inglaterra, que Smith fabricou a história sobre ela resgatá-lo da execução.
Quando Pocahontas tinha dezessete anos, ela foi capturada pelo Inglês e mantida como refém. Seu marido Kokoum foi morto e Pocahontas foi estuprada várias vezes e engravidou. Ela foi forçada a se converter ao cristianismo, batizada Rebecca e, rapidamente, casada com um inglês agricultor de tabaco chamado John Rolfe para fazer a gravidez parecer legítima. Em 1615, a família Rolfe viajou para a Inglaterra e Pocahontas foi atada em um espartilho e apresentada ao público como um “símbolo da Virginia selvagem domesticada”.

Após dois anos na Inglaterra, os Rolfe iniciaram a sua viagem de volta à Virginia, quando Pocahontas de repente começou a vomitar e convulsionar violentamente após o jantar. Antes mesmo de terem chegado ao rio Tamisa, Pocahontas tinha morrido de forma horrivelmente dolorosa. Relatos históricos relatam “incerteza sobre a causa da morte”, especulando que ela possa ter sucumbido a pneumonia, tuberculose ou mesmo a varíola. No entanto, no livro The True Story of Pocahontas; The Other Side of History, Linwood Custalow e Angela L. Daniel postulam que durante seu tempo na Inglaterra, Pocahontas soube das intenções inglesas de obliterar as tribos indígenas nativas e de tomar suas terras. Com medo de que Pocahontas pudesse revelar suas estratégias políticas, seu assassinato foi rapidamente planejado e ela foi envenenada antes que pudesse chegar em casa e relatar o que tinha descoberto. Pocahontas tinha apenas 22 anos de idade quando morreu.