Carl conheceu a sua amada Elena, quando trabalhava em um hospital dos EUA. Ela tinha tuberculose e acabou não resistindo à doença e faleceu.

Elena morreu três meses após iniciar o tratamento, em 25 de outubro de 1931, com apenas 22 anos.

Isso causou mudanças de hábito em Carl. Obcecado e sentindo-se frustrado por não conseguir salvar a vida do seu amor platônico, fez de tudo para conservar seu corpo, mantendo inclusive relações sexuais com sua “noiva” cadáver.

No enterro de Elena, Carl convenceu a família da jovem a construir um mausoléu. O cadáver foi depositado em um caixão metálico que continha dutos para o fornecimento de formol e outras substâncias. Carl passou a visitar o mausoléu todas as noites até que um dia parou. Ele havia levado o cadáver da jovem para sua casa.

Durante sete anos seguintes, Carl Von Cosel fez de tudo para manter a sua amada próxima dele. Amarrou os ossos com cordas de piano, preencheu seus órgãos desidratados com trapos empapados em líquido embalsamador e canela chinesa. Parte por parte, foi fortalecendo sua pele com trechos de cera e seda, construindo uma máscara de sua face que lhe servia de molde nas manutenções. Tratava regularmente sua pele com loções, poções e eletro-terapia mediante a bobina de Tesla. Substituiu sua podridão com olhos de vidro, e fabricou uma peruca com os cabelos que perdeu durante tanto tempo. Vestiu-a com um traje de casamento, véu de renda branco, tiara e alianças e, depois de perfumá-la com azeites, ninava-a em sua cama com as melodias que tocava no órgão de fabricação caseira. Carl também introduziu um canal para simular a vagina e ser possível saciar seu apelo sexual fúnebre.

Quando a doentia história foi descoberta, Carl foi preso. A história do obsessivo Carl Von Cosel e sua “boneca cadáver”, gerou horror e compaixão na sociedade. Quando preso, dois admiradores pagaram a fiança de 1.000 dólares e Carl foi libertado para responder ao processo em liberdade. A funerária para onde o corpo de Elena foi levado tornou-se “ponto turístico”. O resto do cadáver foi exibido por três dias e mais de 6.000 pessoas visitaram o local.

Muita gente se sensibilizou com o radiologista, afirmando que ele tinha feito algo romântico. Os fãs levaram presentes e apoio.

Em 3 de julho de 1952 Carl foi encontrado morto abraçado a uma efígie de cera de tamanho natural de sua amada.