A história relatada no filme ‘O Exorcismo de Emily Rose’, é inspirada num caso real. O filme é baseado na história de Anneliese Michel, nascida em 21 de setembro de 1952, em Klingenberg, Alemanha. Oficialmente, a sua morte aconteceu em 1º de julho de 1976, deu-se por desidratação e desnutrição.

Entretanto, ninguém até hoje sabe realmente se seu caso era espiritual ou psiquiátrico. Tudo começou em 1968, quando ela ainda estava no colégio e começou a sofrer de convulsões. Seu primeiro ataque epilético veio em 1969, e ela era saudável até então. Com isso, vários médicos ficaram intrigados, e um neurologista da Clínica Psiquiátrica Wurzburg a diagnosticou com um tipo de epilepsia chamada de “Grand Mal”.

Até então, Anneliese era uma garota comum e religiosa. Depois de um tempo ela começou a ver figuras demoníacas, que apareciam toda vez que Anneliese tentava rezar. Ela também começou a ouvir vozes, que a diziam estar amaldiçoada. Com isso, entrou em depressão e começou a pensar em suicídio.

Em 1975, quando até os pais começaram a perceber a seriedade dos problemas com sua filha, ela já havia mudado de aparência drasticamente. Então deu-se início à procura de ajuda em clínicas e finalmente igrejas. Uma idosa começou a ajudar Anneliese. Durante a peregrinação, percebeu que ela evitou passar próxima de uma imagem de Jesus e também se negou a beber água de uma fonte da região considerada sagrada.

Fora isso, ela “cheirava como o inferno”, o que fez com a idosa a levasse até um exorcista, numa cidade próxima, e a possessão fosse pela primeira vez “confirmada”.

À medida que o tempo passava, as alucinações pioravam e ela começava a ver pessoas com rostos de demônios e outros tipos de paranoias, o que é mostrado no filme.

Apesar de diagnósticos médicos terem apontado-a como esquizofrênica, a família escolheu seguir apenas com os exorcismos, realizados principalmente pelos padres Arnold Renz e Ernst Alt. Anneliese já estava sem conseguir comer e debilitada, e se algum tipo de cura não fosse encontrada rapidamente, ela morreria.

Os exorcistas, então, utilizaram 67 ritos ao longo de 10 meses, com uma ou duas sessões por semana, que tinham duração de até 4 horas. Apesar disso, a possuída rasgava suas roupas, urinava e bebia o próprio líquido do chão, comia moscas, aranhas, carvão e até a cabeça de um pássaro morto.

Houve um episódio em que se enfiou debaixo de uma mesa e latiu como um cão por dois dias. Ela ainda ouvia vozes gritando contra as paredes por horas, o que a deixava enlouquecida.

Dentre os espíritos que a possuíram, ela mesma citou nomes como Lúcifer, Caim, Nero, Judas, Hitler e outros grandes espíritos malignos que já assombraram a humanidade.

Ouça o aúdio abaixo, gravados pelos padres:

Oficialmente, após a morte de Anneliese, por inanição, os dois padres e os pais de Anneliese foram condenados por negligência resultante em morte, já que não impediram a filha de morrer.

Para a filha, jejuar faria com que os espíritos perdessem a força. Hoje, a lápide dela fica num local que pode ser visto da casa onde morava, ainda habitada por seus pais.