Fortunato Botton Neto, era garoto de programa e atuava na estação Trianon, próximo ao Museu de Artes de São Paulo.

Fortunato matou 13 homens com idades entre 30 e 60 anos com requintes de crueldade e deu todos os detalhes dos crimes quando foi preso.

Após combinar o preço do programa, ele seguia para os apartamentos das vítimas onde as embriagava, amarrava seus tornozelos e pulsos, amordaçava e matava por estrangulamento, facadas ou golpes com chave de fenda.
Em alguns casos ele pisoteava as vítimas até que seus órgãos internos saíssem pela boca, ânus e outros orifícios.

A primeira vítima foi o decorador José Liberato,  seu corpo foi encontrado em seu próprio apartamento com um lençol branco entre as pernas e uma longa echarpe amarrada na boca; suas mãos estavam enrijecidas e amarradas na altura do peito com um fio de eletricidade; no pescoço, uma tira de náilon, com fivelas, pressionava a região. Essa forma de amarração e o enforcamento eram a marca registrada do maníaco.

Em 17 de agosto de 1987, o corpo do psiquiatra Antonio Carlos Di Giacomo foi encontrado em seu apartamento pela empregada. Antonio foi sufocado com as próprias meias, o maníaco empurrou tanto que elas atingiram seu esôfago. Ainda usou duas cordas de meia e a perna de uma calça jeans no pescoço do médico, assegurando a morte do psiquiatra. Após matar Di Giácomo, Fortunato cortou um queijo com a mesma faca que usou para golpear o psiquiatra.
Ele relatou este fato com o maior prazer, pois, segundo ele, era a única faca que tinha na casa e “todos gostavam de ouvir essa história”… Algumas de suas vítimas eram tão brutalmente agredidas, ao ponto de serem evisceradas…

A frieza com que Neto relatou este e os demais crimes chocou até os mais experientes policias que trabalhavam no caso. Em um de seus depoimentos, o maníaco diz: “Matar é como tomar sorvete: quando acaba o primeiro, dá vontade de tomar mais, e a coisa não para nunca”.

Fortunato teria saído impune de todos os crimes se não houvesse cometido o erro de ameaçar um cliente. Jovem, o cliente tinha medo que sua homossexualidade fosse descoberta pelos pais e Fortunato sabia disso. Ele passou a utilizar o medo do cliente para extorqui-lo com valores cada vez mais altos em troca de seu silêncio. Até que o jovem resolveu denunciá-lo e falar de sua personalidade violenta para os detetives que acompanhavam os casos dos assassinatos.

Uma emboscada foi armada. O jovem usaria uma escuta e falaria com Fortunato, deixando claro que não lhe daria mais dinheiro e que qualquer caso entre eles estava acabado. Quando o homem resolvesse usar violência contra o jovem, a polícia apareceria e o prenderia. O plano deu certo e os assassino foi preso.

Acontece que Fortunato tinha sérios problemas mentais que o faziam passar por várias personalidades. Ás vezes era uma pessoa normal e abertamente homossexual e ás vezes se transformava em um monstro que abominava homossexuais e os culpava pelo surgimento da AIDS.

O Maníaco do Trianon no total matou 13 pessoas entre 1986 e 1989, mas foi condenado por três dos sete crimes que confessou. Morreu no presídio de Taubaté em São Paulo em fevereiro de 1997, de broncopneumonia.

Assista uma entrevista com ele, onde ele conta alguns dos assassinatos: