Charles Frederick Albright, nasceu em 1933 em Armadillo, no Texas, e foi adotado pelo casal Fred e Delle Albright aos 3 anos. Sua mãe ensinou a ele piano, aritmética e literatura, fazendo com que avançasse dois anos na escola. Ela tinha o hábito de vestí-lo com roupas femininas e forçá-lo a agir como uma menina diante da tia dele.

Aos 11 anos, Delle inscreveu Charles num curso de taxidermia por correspondência. Ele começou a matar pássaros e esquilos para empalhá-los. Com a ajuda da mãe, cortava a pele e retirava os órgãos.  Foi nessa época que Charles passou a demonstrar fascínio por olhos.

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Seus crimes começaram aos 13 anos, quando foi acusado de lesão corporal e assalto a mão armada. Aos 17, após passar um ano na cadeia por roubo, ingressou na universidade Arkansas State Teacher’s College e conheceu Bettye Nestor, com quem viria a se casar e ter uma filha. Ainda na faculdade, ele fez uma brincadeira de recortar os olhos de fotos da ex-namorada de um amigo e colá-los por cima das fotos da atual.

Seu primeiro assassinato aconteceu em 13 de dezembro de 1990, em Oak Cliff. Ele matou a prostituta Mary Lou Pratt, de 33 anos, com um tiro de calibre 44 na parte de trás da cabeça. Ela foi encontrada num jardim usando apenas uma camisa. Quando o cadáver foi levado para autópsia, descobriram que os olhos haviam sido removidos de forma profissional, a ponto de os cortes serem quase imperceptíveis.

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Dois meses depois, outra garota de programa de Oak Cliff, Susan Peterson, também foi encontrada morta, com três tiros de calibre 44 e os olhos removidos. Junto ao corpo havia um pacote vazio de camisinhas. A conexão com o assassinato de Mary fez com que a polícia de Dallas acionasse o FBI.

Em 10 de março de 1991, o corpo de Shirley Williams, mais uma prostituta, foi encontrado com as mesmas características do caso de Susan Peterson. A única pista que a polícia tinha era de que o criminoso frequentava a zona de prostituição de Oak Cliff. Então passaram a questionar as garotas de programa da região.

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O secretário da polícia recebeu uma denúncia anônima citando o nome, o endereço e o fetiche por olhos de Charles. Os policiais providenciaram uma foto dele, que foi mostrada a duas testemunhas – uma delas era Veronica Rodriguez, uma prostituta que havia procurado a polícia e dito que estava com Mary Pratt na noite do assassinato. Ambas o reconheceram. Charles se tornou oficialmente um suspeito de ter cometido os crimes.

Na casa dele, a polícia achou munição para arma de calibre 44, equipamentos cirúrgicos e preservativos da mesma marca dos crimes. Mas a maior evidência foi um aspirador de pó com pelos de esquilo. Exames provaram que os pelos do mesmo animal estavam na capa de chuva de Shirley Williams, que foi abandonada no lugar onde ela fazia ponto. Nenhum dos olhos foi encontrado, fato que Charles usou para tentar alegar inocência.

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Em dezembro de 1991, Charles foi julgado culpado pelos três assassinatos e condenado à prisão perpétua. Ele afirma até hoje que não cometeu os crimes.

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Charles Frederick Albright