Na madrugada do dia 25 de abril de 2011, Daniel Bartlam entrou no quarto da sua mãe Jacqueline, com um martelo. Ele golpeou a mulher sete vezes, despedaçando sua cabeça e mandíbula. Para que ninguém descobrisse, o menino, então, embrulhou o corpo da mãe com jornal, jogou gasolina e pôs fogo.

Na noite do crime, Daniel pegou o irmão mais novo (de 6 anos) e saiu da casa em chamas, contando aos vizinhos que a mãe tinha sido morta por um invasor. Essa também foi a versão que ele contou à polícia. Quando foi apontado como suspeito, ele resolveu mudar de versão, assumindo a culpa e afirmando que acabou perdendo o controle durante uma briga feia com a mãe.

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Na perícia do computador de Daniel, porém, os investigadores descobriram um arquivo (que havia sido apagado) no qual um personagem, de nome Daniel Bartlam, matava a mãe nas mesmas circunstâncias. Para criar a história (e o crime), Bartlam teria se inspirado na novela pela qual estava obcecado, Coronation Street. Na trama, o personagem John Stape mata Charlotte Hoyle usando um martelo.

No documentário Kids Who Kill (“Crianças que matam”), o padrasto de Daniel, Simon Matters, revelou que o menino escondia sacos da roupa íntima de sua mãe em seu quarto. Matters também contou que o garoto guardava no quarto caixas plásticas cheias de figurinhas, nas quais urinava e defecava. Mas, fora de casa, parecia um jovem comum.

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Segundo a promotoria, o jovem não demonstrou nenhum remorso pelo crime e sua única preocupação era consigo mesmo. Bartlam ainda tentou manipular o júri alegando que Jacqueline era uma “mãe ruim”. A versão foi desacreditada por depoimentos de familiares e amigos.

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Na época do crime,  a inspetora-chefe, Kate Meynall que liderou a investigação, disse que nunca havia lidado com um caso tão horrível:

“O nível de violência, o grau de planejamento e a extensão de suas mentiras não são apenas chocantes, mas também é muito horrível saber que um menino de 14 anos tenha feito isso.Este assassinato devastou todos os envolvidos. Existe apenas uma pessoa que sabe por que aconteceu, e Daniel tem mentido consistentemente por toda parte, fazendo tentativas de manchar o caráter de Jacqueline. Todos os que a conheciam sabiam que ela vivia para seus filhos e era uma mãe calorosa e amorosa.”

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Daniel foi condenado à prisão perpétua e não pode pleitear liberdade condicional antes de chegar aos 30.

Fonte: Mundo Estranho