A história que você vai conhecer agora é muito perturbadora e contém descrições que podem fazer você perder o apetite.

Armin Meiwes, é um alemão, engenheiro de computação, que aos 39 anos resolveu que um dos objetivos de sua vida seria experimentar carne humana.

Para realizar esse seu sonho bizarro, Meiwes, o canibal, divulgou sua ideia e começou a anunciar sua procura pelo prato perfeito na internet, em salas de bate-papo. Ele encontrou um voluntário que topou morrer e deixar que o alemão comesse a sua carne.

Tudo aconteceu em março de 2001, quando Meiwes matou e comeu, Bernd Brandes, designer, também alemão. Brandes tinha 42 anos quando aceitou ser morto e devorado. Antes de cumprir o combinado, porém, houve outra experiência de embrulhar o estômago: Meiwes decepou o pênis de Brandes, para que os dois pudessem saborear a iguaria antes de o voluntário morrer de fato.

Brandes pediu para que Meiwes arrancasse seu pênis com os dentes, mas o membro acabou sendo retirado com uma faca. Depois de comerem juntos, Brandes tomou medicamentos para perder a consciência e dormiu. Meiwes cortou sua cabeça fora e fatiou seu corpo com uma faca de açougueiro. Tudo isso foi filmado pelo próprio canibal.

O primeiro bife feito com o corpo do voluntário foi temperado com sal, pimenta, alho e noz-moscada. Para acompanhar: couve-de-bruxelas, molho de pimentão e croquetes. O canibal congelou os pedaços de Brandes e, ao todo, comeu 20 kg da carne do voluntário.

Quando o estoque acabou, Meiwes resolveu procurar uma nova pessoa cujo desejo de vida fosse servir de comida a alguém. Mas o anúncio acabou sendo denunciado, e Meiwes foi preso e condenado à prisão perpétua. Ele confessou, sem a menor hesitação, tudo o que fez. Quando descreveu o gosto da carne humana, ele disse que o sabor é parecido com o da carne de porco, só que mais amarga e forte.

Depois de preso, Meiwes disse ter se arrependido de seus atos e, inclusive, mudou radicalmente seus hábitos alimentares: ele se tornou vegetariano! Apesar de tudo o que fez, ele afirma ser uma pessoa completamente normal, sem grandes traumas ou psicoses que pudessem justificar seu comportamento.

A história de Meiwes acabou virando livro graças a um total de 30 entrevistas concedidas por ele a Gunter Stampf. Intitulada “Entrevista com um Canibal”, a obra traz uma narrativa que dá ao leitor a chance de mergulhar na lógica encontrada por uma pessoa cujo maior desejo é se alimentar de outra pessoa.

Em uma de suas declarações, Meiwes disse que sempre quis ter um irmão mais novo, alguém que pudesse fazer parte de quem ele é. Seus pais haviam se separado e seus dois irmãos foram morar com o pai. Ele ficou sozinho, ao lado de uma mãe depressiva em uma casa enorme. Para suprir a falta de uma criança por perto, ele criou um amigo imaginário chamado Frank.

Com o passar do tempo e com a ausência de um irmão mais novo, ele começou a estudar o canibalismo e a discutir o assunto com mais de 400 pessoas que dividiam o mesmo interesse.

Vizinhos e conhecidos afirmam que Meiwes, pedia autorização para mãe até para passear com os amigos quando já tinha 30 anos! O ato canibal ocorreu pouco tempo depois da morte da mãe dele.

Depois de encontrar Brandes, que queria ser devorado, Meiwes descreveu sua experiência da seguinte forma: “a primeira mordida foi com certeza única, indefinível, já que eu tinha sonhado com isso durante 30 anos, com essa conexão íntima que se faria perfeita através dessa carne”.

De acordo com a polícia alemã, a estimativa é de que pelo menos 10 mil pessoas se interessem por canibalismo e tenham desejos de comer ou serem comidas. Somente na Alemanha.

Armin Meiwes

 

Fonte: Mega Curioso