Carla Moran era uma mãe solteira e morava em Culver na  Califórnia,  com seus quatro filhos. Ela levava uma vida tranquila, até que em maio de 1974, tudo começou a mudar.

Carla começou a sofrer abusos sexuais, por uma entidade invisível, segundo os relatos dela, a entidade era de homem  alto e musculoso. A entidade abusava de Carla, sempre a noite, tocava ela, espancava-a e abusava sexualmente dela. Os ataques sempre deixavam marcas pelo seu corpo.

Depois de sofrer por muito tempo e não aguentando mais passar por isso, Carla resolveu procurar ajuda.

Ela foi até os pesquisadores da Universidade da Califórnia, onde acabou indo ao laboratório de Parapsicologia, contatando o diretor Dr. Barry E. Taff, um psiquiatra e pesquisador cético.

No começo, Taff pensou que a história era apenas imaginação de Carla e os supostos ataques eram um complexo de exteriorizações e percepções produzido por algum transtorno mental de Carla.

Mesmo assim Taff, se interessou pelo que Carla contou e começou a fazer perguntas para ela, seus filhos e vizinhos.
Assim que Taff, contatou o hipnólogo Kerry Gaynor para tentar encontrar lembranças perdidas no subconsciente de Carla que pudessem ajudar. Mas, nada foi tirado das sessões hipnóticas, enquanto a entidade continuava com os seus abusos.
Sem achar nada que pudesse ajudar, Taff decide ir com a sua equipe, até a casa de Carla ver os fenômenos.

Enquanto a equipe fazia as investigações, o estado de Carla só piorava cada vez mais e os médicos se preocupavam com a possibilidade de Carla acabar submersa em um estado crônico e irreversível de esquizofrenia.
No início, a equipe achava que como os ataques aconteciam enquanto Carla dormia, o problema se reduzia a um certo tipo de transtorno psíquico vinculado à mecânica do sono, mas, depois dos fatos irem se desenvolvendo de maneira brutal, os pesquisadores começaram a acreditar na possibilidade de que eles estivessem lutando com alguma entidade sobrenatural.

Nos dias em que a equipe esteve na casa de Carla, foi vista a presença de esferas luminosas e inclusive foram feitas fotografias em que é possível vê alguns arcos de luz que faziam a forma de tais esferas.

Veja os relatos da equipe, que estava no local:

“Começamos a ver pequenas eclosões de luz que aconteciam rapidamente. Tentamos fotografá-las, mas aconteciam rápido demais e não conseguimos registrar nenhum. Trabalhávamos com uma Polaroid e uma câmera fotográfica de 35mm.”

“Estávamos na cozinha falando com o filho de 16 anos de Carla, quando a porta de um armário baixo se abriu inesperadamente e uma frigideira saiu disparada”, disse Gaynor. “Saiu voando e caiu dois ou três pés (60 cm a 90 cm) para além do armário. Eu me aproximei para o caso de haver algum truque ou alguém escondido no armário, mas ali não havia nada. Aí é quando começou tudo”.

“A mulher começou a gritar: ‘está no dormitório’. Nós corremos para lá e foi quando apareceram as luzes e tomamos as instantâneas com a Polaroid. A mulher gritou ‘está no canto’ e rapidamente tomamos uma foto, mas esta saiu descolorida, branca. Carla voltou a gritar que estava no canto e voltamos a fotografar…Outra vez descolorida, branca. Pensávamos que a câmera havia estragado, de modo que tomamos uma foto de controle. Nesse momento Carla anunciou que o ‘ente’ havia ido embora. A foto saiu perfeita!”

“Com a Polaroid tomamos a foto mais interessante de todas. Carla disse textualmente ‘está adiante do meu rosto’ e então tomamos a instantânea. Na foto se pode ver com clareza os botões de sua roupa e as cortinas, no entanto, seu rosto aparece totalmente borrado. Repetimos a operação com idêntico resultado, e quando ela disse que ‘o ente’ já havia ido, fizemos uma foto de controle e tudo apareceu normalmente.”

“Na terceira noite decidimos fazer a sessão no dormitório. Pedi à entidade que se realmente estava ali, que aparecesse, e então uma luz saiu da parede e se deslocou até o meio da habitação. Começou a girar e a expandir-se em todas as direções. Tínhamos nove fotógrafos profissionais distribuídos pela habitação disparando suas câmeras de todos os ângulos. Foi incrível, aquela coisa flutuava no meio do quarto e era dimensional! É impossível falsificar algo assim sem dispor de sofisticados sistemas de laser”.

Taff contou que na verdade haviam três esferas de luz: uma amarela-esverdeada e duas de luz branca.

“Nós vimos bolas de luz. De algum modo as câmeras capturaram arcos luminosos…Mas o que nós vimos eram bolas de luz”.

Os pesquisadores não chegaram a presenciar nenhum ataque sexual da entidade, mas viram algo que os deixaram muito assustados, algo que fez com que Gaynor acreditasse no que Carla havia dito de que estaria sendo atacada por uma entidade em forma de um homem:

Gaynor disse:

“Primeiro vimos como se formava a cabeça e seguidamente os ombros. Depois a luz foi descendo até que uma silhueta se desenhou inteira. Era uma luz amarela-esverdeada. Quando tudo passou, nos olhamos uns a outros… Não podíamos nem falar.” Taff acrescenta: “Quando a aparição se desvaneceu, dois jovens assistentes desmaiaram e tivemos que tirá-los para fora do dormitório…”

Apesar da equipe de pesquisa estar na casa, os ataques não pararam, em uma noite ela chamou o Dr. Gaynor e sua equipe à meia-noite e pediu que fossem imediatamente até ela, pois havia sido agredida por três criaturas invisíveis, duas das quais lhe seguraram as pernas para que a última, penetrasse Carla com brutalidade e com facilidade.

“Ela me chamou no meio da noite chorando e fui para lá. Ela havia sido espancada, haviam marcas azuis e negras por todo o se corpo”, disse Gaynor.

O que mais surpreendeu foi o número de criaturas que Carla mencionou, e que eram feitas a distribuição de funções e a aparente hierarquia entre as mesmas, que coincidia perfeitamente com o fato de que justamente eram três as esferas de luz que os pesquisadores viram, sendo duas delas brancas (As criaturas que seguraram ela) e uma amarela-esverdeada (a entidade). Carla também contou que a entidade que a estuprava havia se tornado sólida enquanto a violentava e que através do contato com a mesma, pôde perceber que em relação as experiências anteriores, de que a entidade tinha a anatomia de um homem musculoso e de que efetivamente era um espetro pois, imediatamente após saciar sua vontade sexual, simplesmente evaporou.

Gaynor, disse que a entidade atacava de formal brutal não apenas Carla mas também qualquer um que tentasse impedir: “Uma vez, o filho de 16 anos ouviu a sua mãe chorar e foi ao dormitório. Viu como algo fustigava a sua mãe na cama e, quando se aproximou para ajudar, algo lhe atingiu na cabeça e lançou-o para atrás. O garoto quebrou um braço.”

Após as sessões na casa de Carla e por não acharem uma resposta clara e a condição dela só piorava, os pesquisadores levaram Carla ao laboratório da Universidade da Califórnia, onde construíram uma casa de vidro, para que Carla fosse vigiada pelas lentes das câmeras e os olhos dos doutores.

Teve uma noite em que Carla teve uma intensa agressão sexual da entidade. Todos que estavam acompanhando Carla, viram o corpo de Carla se movendo, como se alguém, contra sua vontade, a segurasse e a empurrasse ao mesmo tempo, naquela noite se evidenciou uma natureza possivelmente humana em virtude de suas condutas sexuais pois, como que querendo  se exibir, obrigou Carla a realizar a posição do “cachorro”, a do “missionário” e muitíssimas outras posturas do Kama Sutra.  Mas as  câmeras não conseguiram registrar nada, do que havia sido um episódio paranormal. Depois desse acontecimento, muitos acontecerem nas noites seguintes.

Carla e seus filhos, deixaram sua casa em Culver e se mudaram para o Texas em busca de uma vida melhor e livre dos assédios do estuprador invisível. Mas a entidade já havia se viciado, decidiu segui-la para assim, continuar com seus ataques.

Carla mudou 5 vezes, tentando fugir da entidade, mas cada vez que se mudava para mais longe, ela só conseguia que a frequência de ataques diminuíssem.

Gaynor, que manteve contato com Carla disse:

“Parece que a ‘entidade’ seguia ela onde quer que fosse. Ela cada vez se mudava para mais longe e os ataques foram diminuindo até que após mais dois anos, finalmente cessaram por completo”.

Carla morreu em 25 de julho de 2006 de câncer.