Peggy Hodgson, era uma mãe divorciada que vivia com seus filhos em Enfield. Margareth tinha 13 anos, Janet tinha 11, Jhonny tinha 10 e Billy tinha 7 anos.

Na madrugada de 30 de agosto de 1977, tudo começou a mudar naquela casa, os gritos de Jhonny e Janet, acordaram Peggy e ela assustada, correu até o quarto. Tudo estava calmo, mas seus filhos, entre soluços, contaram que a cama de Janet tinha se movido sozinha.
Peggy, pensou que eles apenas tinham acordado de um terrível pesadelo, acalmou eles até que eles voltassem a dormir.

Na noite seguinte, as crianças novamente voltaram a gritar e relataram para a sua mãe, que ouviram fortes ruídos e que uma cadeira que estava no quarto começou a se mover sozinha. Mesmo depois de ouvir todas essas coisas, Peggy não viu nada de estranho na casa e para acalmar às crianças, leva a cadeira para o seu quarto, mas quando apaga a luz do quarto das crianças, ela escuta fortes ruídos procedentes do piso.

Ela acende a luz e observa que tudo está normal, as crianças estão na cama e todos os móveis estão no mesmo lugar. Ela então, apaga a luz novamente e os ruídos seguidos de fortes pancadas começam de novo a serem ouvidos. Ao acender novamente a luz, vê assustada, uma enorme cômoda que estava encostado contra uma parede lateral, se moveu dois palmos. Peggy, percebe que as coisas que aconteceram, não é uma coisa da imaginação das crianças. Ela volta a pôr a cômoda em seu lugar e apenas ao dar às costas, o móvel volta a se arrastar sozinho até a posição anterior. Desta vez com a luz acesa e diante dos seus olhos.

Assustada, ela sai com os filhos da casa e vai atrás de ajuda. Alguns vizinhos revistam a casa e o jardim em busca de alguma pessoa que estivesse causando os ruídos que Peggy disse que ouviu, mas eles não encontram ninguém. Mas quando estão acalmando Peggy, todos escutam as pancadas que ocorrem em curtos intervalos e que provêm do interior da casa. Então decidem chamar a polícia, um policial que foi até o local, contou que uma cadeira se movia inexplicavelmente pela casa e que escutaram batidas, que não conseguiram identificar de onde vinham.

Nos dias seguintes, os acontecimentos continuaram. Móveis se mexiam sozinhos, brinquedos andavam pela casa, etc.

As coisas sobrenaturais que aconteciam na casa, chegou até a imprensa e o diário Daily Mirror enviou uma equipe de repórteres até o local, para investigarem. Chegando na casa, os repórteres viram os acontecimentos inexplicáveis. Uma peça de lego saiu disparada e atingiu a testa do fotógrafo do Daily Mirror, Graham Morris quando ele tentava tirar uma foto. A BBC também foi até à casa, mas a equipe constatou que os componentes de metal de seus equipamentos de gravação, haviam sido entortados e as gravações apagadas.
Graham estava no quarto das meninas junto com a mãe delas, quando Janet foi atirada de sua cama pela “entidade”. Nesse momento o repórter Graham Morris, tirou uma foto e foi essa imagem e seus relatos que convenceram Society for Psychical Research, a enviar Maurice Grosse para investigar o caso.

No dia 5 de setembro, Grosse vai até a casa e os acontecimentos sobrenaturais, param por 3 dias. Mas na noite do dia 8, eles escutam o som de pancadas vindo de onde Janet estava. O pesquisador junto aos jornalistas subiram as escadas e quando abriram a porta do quarto, encontraram Janet dormindo em sua cama e ao seu lado, uma cadeira levitando no ar a mais de meio metro de altura.

Imediatamente a cadeira baixou até seu lugar e não voltou a se mover até uma hora mais tarde, quando voltou a repetir o mesmo efeito. Desta vez o fotógrafo Morris capturou o acontecimento com sua câmera. Nesse mesmo momento, Grosse e seus acompanhantes puderam ver como as portas dos armários se abriram por si mesmas e como um brinquedo cruzou o quarto de um lado a outro suspenso no ar. Grosse também notou uma brisa fria percorrendo pelo seu corpo.

Dois dias mais tarde, o caso Enfield era capa do jornal Daily e toda a imprensa divulgou os acontecimentos. Grosse e a senhora Hodgson participaram de um programa de televisão.

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Grosse chegou a se comunicar em várias sessões com as supostas entidades que estavam atormentando à família. As perguntas de Grosse eram respondidas com toques onde, uma pancada queria dizer “sim” e duas para dizer “não”. Grosse perguntou à entidade que afirmava ter morrido na casa, perguntada por quanto tempo teria morado ali, a entidade respondeu com 53 batidas.

O parapsicólogo Guy Lyon Playfair se uniu à investigação de Maurice Grosse e os dois passaram os dois anos seguintes estudando o caso.

Janet Hodgson disse que ela e sua irmã Margaret estavam jogando o tabuleiro Ouija pouco antes do início das atividades sobrenaturais.

Muitas coisas assustadoras aconteceram:

– Os objetos se moviam ou desapareciam mudando de lugar
– interferências elétricas avariavam os sistemas de gravação dos repórteres
– poças d’água que apareciam sem motivo algum
– móveis que eram lançados escadas abaixo ou gavetas que saíam disparadas de seus lugares. – Qualquer objeto da casa era suscetível de sair voando a qualquer momento, com o perigo de chocar contra alguém.
– De vez em quando, focos de incêndio surgiam do nada e do mesmo modo, se extinguiam sem deixar marca alguma de queimaduras

Janet, era o principal alvo das manifestações. Quando ela era possuída, tinham que segurar ela bem forte, porque ela adquiria uma força que não era normal para uma criança de 11 anos. Ela às vezes saía correndo e batia a cabeça contra a parede e amaldiçoava com sua soz assustadora. Uma vez, ela derrubou de uma vez só um assistente social que era ex-policial, enquanto ele tentava acalmá-la na em sua cama.

Uma vez, Janet contou que a cortina que fica perto da sua cama se retorceu várias vezes em espiral para depois se enrolar em seu pescoço tentando estrangulá-la. Janet disse que isso aconteceu, depois que ela sentiu uma força invisível puxá-la da cama e jogá-la contra às cortinas.

Teve uma noite, em que um médico ao injetar o tranquilizante, viu com as pessoas que estavam no local, sair uma luz suave dentro dela, então, deitaram ela na sua cama e todos ficaram na pate debaixo da casa, alguns minutos depois, escutaram o som de uma forte explosão que vinha do quarto dela e quando abriram à porta, viram que Janet não estava na cama, ela havia sido lançada sobre uma cômoda que se encontrava a três metros de distância e permanecia sobre ela, completamente desacordada, isso aconteceu mais 3 vezes naquela mesma noite.

Uma das coisas mais assustadoras, que aconteciam era a mudança de voz de Janet, saia uma voz áspera e masculina que dizia pertencer a várias entidades e que costumavam falar em linguagem obscena. Quando isso acontecia, Janet entrava em uma espécie de transe. Uma das vozes sempre afirmava pertencer a um homem que havia morrido na casa.

Uma vez, uma dessas vozes descreveu em detalhes o momento da sua morte:

“Apenas antes de eu morrer, eu fiquei cego, e então eu tive uma hemorragia e eu adormeci e eu morri na cadeira no canto sob às escadas”, a voz misteriosa, é supostamente a de Bill Wilkins.

Vários psiquiatras estudaram Janet, e realizaram estudos laringográficos para descartar que as vozes que saíam de sua garganta não tinham sido fabricadas conscientemente por ela mesma.

Janet passou seis semanas no Maudsley Hospital, onde realizou provas precisas para detectar qualquer anomalia tanto física como mental, mas não foi encontrado nada. Durante esse tempo, todos os fatos na casa pararam.

Janet Hodgson acredita que foi a visita de um padre em 1978, que fizeram com que algumas coisas parassem de acontecer, embora os acontecimentos não tivessem parado completamente.

Em 1980, Guy Lyon Playfair publicou o livro ‘This House is Haunted: The True Story of the Enfield Poltergeist’, contando toda a história.

O investigador Guy Lyon Playfair, que é membro da Sociedade de Pesquisas Psíquicas e um dos principais investigadores do caso, disse em entrevista para Darkness Radio que Ed e Lorraine Warren não estavam envolvidos no caso. Ele diz que eles foram convidados, hospedaram-se por apenas um dia e foram embora.

Ele também diz, que Ed e Lorraine inventaram suas próprias evidências paranormais, para ganhar dinheiro com a história.

A senhora Peggy continuou morando na casa até a sua morte e disse que ainda ouvia barulhos na casa de vez em quando. Seu filho Billy, que viveu com sua mãe até seu falecimento, sempre sentia como se estivesse sendo vigiado. Atualmente, Clare Bennett vive na mesma casa com seus 4 filhos e diz ter a sensação de sempre estar sendo observada, Janet vive em Essex com o marido.

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Assista o vídeo que mostra alguns aúdios e fotos dos acontecimentos: