A história é a seguinte: Sara e seu filho de oito anos, Tim, pegam um taxi dirigido por Bob, um motorista perturbado que está em busca da sua próxima vítima. Tim presencia então, pela primeira vez na vida, um assassinato: O de sua mãe. Mas este não é o último. Mantido preso, ele é forçado a limpar e enterrar os corpos das jovens mulheres que Bob leva para casa. Agora já um adolescente, Tim precisa escolher entre seguir os passos de Bob, ou tentar escapar de seu raptor.

Essa coisa de ”um psicopata solitário pegando mulheres” já foi visto várias vezes no cinema, aqui nos deparamos com algo que fará uma grande diferença. A criança, Tim. De início, não temos um bom desenvolvimento de personagens. Sabemos que Tim é uma criança, tem 9 anos, e só. E sobre a sua mãe, Sara, sabemos menos ainda. Não sabemos sobre o passado de nenhum desses personagens, com exceção do serial killer, Bob, no qual tem um ótimo desenvolvimento de personagem. Mostrado, em pesadelos diários que ele tem. O pouco que vemos sobre a família de Bob nos pesadelos, é o suficiente.

A cinematografia do filme chama atenção, a fotografia mostra lugares da casa de Bob de modo iluminado e outros lugares mais escuros, e tudo isso tem um significado filosófico. A direção de Jennifer Lynch, não se iguala a de seu pai, David Lynch, mas não deixa de ser boa. Os enquadramentos de câmera usados por Jennifer são bons, mostrando o ambiente fechado em que Tim (ou Coelho, como ele é apelidado por Bob) vive e não pode sair.

Os atores estão muito bem, cada um consegue transpor para seus personagens emoções. Créditos a Vincent D’Onofrio, que sempre foi um bom ator e aqui, não está diferente. Mostra um Bob ás vezes calmo, contido, certas vezes sarcástico e raivoso. O ator que interpreta o Tim ainda criança também está bem. Mas, a surpresa foi o Eamon Farren, que interpreta Tim adolescente, está meio sem expressão facial, isso admito, porém é pra ser assim, a vida dele está uma droga. Fisicamente o ator faz um bom trabalho também.

Não dá para entender o motivo para Bob ter deixado Tim vivo, não fica claro. Dá até para pensar que ele só mata mulheres, e que ele queria um aprendiz e tudo o mais, mesmo se fosse isso, ainda assim seria um motivo fraco. O ritmo do filme é muito lento, é bem psicológico e tenso. Os diálogos dos personagens são previsíveis, um dele diz uma coisa e eu fiquei pensando ”Ah, agora ele irá responder tal coisa” e ele respondia mesmo. Alguns minutos antes do final, acontecem exatamente o que eu estava prevendo, e, eu digo a mim mesmo ”Agora o filme irá acabar” e, não! Surge um plot twist inesperado e mega interessante. Após a surpresa, a última cena do filme deixa algumas pontas soltas.

Resumindo, ”Chained” é um filme bem lento, com coisas previsíveis e motivações fracas. Porém, tem ótimos atores, um clima tenso de thriller psicológico, uma cinematografia que chama atenção e um bom plot twist. Não se preocupa com filmes de ritmo lento? Vá agora assistir.

Nota: 8.6

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