A história do filme é a seguinte: Logo após perder o filho pequeno, o casal Jessie (Kate Bosworth) e Mark (Thomas Jane) aceita adotar Cody (Jacob Tremblay), um garoto da mesma idade. O filho adotivo se adapta bem à nova família, mas ele tem um problema: os seus sonhos se tornam realidade, e os pesadelos, especialmente, podem ser mortais. Quando Jessie e Mark investigam o passado do garoto, descobrem histórias sinistras.

O filme começa com uma cena que já indica que o garoto Cody tem algo muito perigoso relacionado a ele. Depois disso, somos apresentados ao casal Jessie e Mark, que perderam o seu filho recentemente. É importante como nós vemos que eles perderam o seu filho, pois isso nunca é verbalizado, é apenas mostrado o sofrimento deles e algumas breves cenas de flashback, foi uma decisão inteligente do roteiro de acreditar na inteligência do espectador.

Os momentos de tensão são muito poucos aqui, e apenas um ou dois funcionam. O filme é repleto de clichês, de cenas onde o garoto vai checar embaixo da sua cama até cenas onde um personagem segue o barulho no meio da escuridão. O ”monstro” que aterroriza o garoto não é muito ameaçador, não gera medo nem nada. Os primeiros 30 minutos são praticamente isentos de horror, o que deve fazer com que alguns abandonem o filme.

Sobre os atores… Thomas Jane faz o típico pai legal, onde ele joga video-game com Cody, faz de tudo pra tratar ele bem, ele transmite isso. Já Kate Bosworth faz uma mãe traumatizada pelo fato de ter perdido seu filho, em minha opinião, ela não conseguiu transmitir isso de maneira eficaz, sempre parecendo meio inexpressiva. Jacob Tremblay é o destaque aqui, já vimos que ele sabe atuar muito bem em ”O Quarto de Jack” e não tem como não gostar dele nesse filme aqui também, ele é um menino doce e adorável no filme.

Temos aqui três gêneros em um: Terror, Fantasia e Drama. A parte de fantasia é a que prevalece, ela funciona, com cenas bem feitas. O drama, em geral, funciona, apesar de algumas cenas desnecessárias. O terror que, deveria ser o maior aqui, contém as piores cenas do filme, o que me deixou meio decepcionado. A direção de Mike Flanagan aqui não é muito diferenciada, é o seu pior trabalho no quesito de direção. O roteiro não explora muito o elemento dos sonhos, e isso deixa a narrativa um pouco vazia.

Enfim, ”O Sono da Morte” funciona como filme de fantasia\drama, mas como terror, infelizmente deixou a desejar. Se você gostou de Mama, provavelmente gostará -nem que um pouquinho- desse filme.

Nota: 6.8