A história é a seguinte: Em eventos anteriores aos apresentados em Sobrenatural, Sean Brenner (Dermot Mulroney) e a filha, Quinn (Stefanie Scott), são aterrorizados por entidades misteriosas. A especialista em fenômenos paranormais Elise Rainier (Lin Shaye) se envolve no caso e busca uma forma de livrar a família do demônio.

O terceiro filme da franquia tem muuuuuuito jump-scare, muito mesmo. Alguns deles funcionam, mas o resto é tudo previsível. Tem uma cena em particular, de dia, em que a personagem principal cai no chão e não consegue se mover, então, parece que o espírito tem todo o tempo do mundo, ele fecha as cortinas, fecha a porta, só para dar um grito no ouvido dela. Isso foi extremamente tosco, nossa, pior tentativa de jump-scare.

Achei bem legal ver alguns personagens de volta novamente. Os novos atores não estão bem, os atores dos outros dois filmes estão, simples assim. Tem um bom clima de tensão em algumas cenas, a maquiagem é muito boa, o uso da câmera de Leigh Whannell é bom, o roteiro do filme é mediano, nada demais, só aquilo que se espera. A fotografia e o visual do filme são muito bons também. E, tem alguns cortes mal executados, por exemplo, numa cena o pai fala com a filha que a recém chegou no hospital, então, corta para a cena dela já saindo.

Enfim, o novo ”Sobrenatural” não tem muito desenvolvimento de personagem, tem algumas cenas toscas, e jump-scares em excesso, de novo, como todos os outros filmes de terror atuais. Mas, tem uma tensão boa, personagens secundários ótimos, um bom suspense e uma trilha sonora que condiz com o momento da cena. Se tivesse alguns minutos a mais, teria ficado melhor.

Nota: 7.0