A história dessa temporada é a seguinte: Um ano após os eventos da primeira temporada, Will retornou ao seu lar e à companhia dos seus amigos mas ainda está conectado ao Mundo Invertido. No entanto, a cidadezinha de Hawkins, Indiana, não está completamente à salvo e não demora muito para que fragmentos do Mundo Invertido façam seu caminho até a superfície.

Finalmente chegou a tão esperada segunda temporada de Stranger Things. A série fez muito sucesso no ano passado, muita gente gostou, devido à sua história muito divertida, cheia de referências, e por causa de seus personagens que são muito carismáticos. Essa série veio como uma grata surpresa, mas eis que chega a segunda temporada, e as expectativas aumentaram, devido a primeira ter sido muito boa. Então, a segunda temporada conseguiu cumprir o que prometia? Afirmo com toda alegria que sim!

Se na primeira temporada tivemos referências a muitos filmes dos anos 80, como ”E.T. – O Extraterrestre”, ”Alien: O Oitavo Passageiro”, ”Chamas da Vingança”, ”Poltergeist: O Fenômeno” e muitos outros; aqui também não falta referência, e temos de sobra! Há referências a ”Os Caça-Fantasmas”, ”O Exterminador do Futuro”, ”Mad Max”, ”Os Goonies”, etc. Poderia escrever uma crítica inteira só sobre as referências de Stranger Things e como elas são bem feitas tanto na primeira quanto na segunda temporada.

O elenco não poderia estar mais a vontade. Você nota uma evolução na atuação de cada um dos atores, eles já estão confortáveis e entendem os seus personagens, e isso é muito agradável de se ver. Nessa temporada, eles não passam o tempo inteiro junto, eles se separam e são formados certos grupos -achei a amizade que foi criada entre Steve e Dustin muito boa-. Dos novos personagens, nenhum é descartável, mas destaque para Max, a nova integrante do grupo, ela é legal, achei uma personagem interessante, com personalidade forte e uma boa adição ao grupo de amigos.

Se na primeira temporada tivemos o Demogorgon, nessa temos o Monstro das Sombras, que apresenta uma ameaça muito maior. A criatura parece ter sido tirada de um conto de H.P. Lovecraft. Mas a ameaça não fica só nisso, não darei spoilers mas esperem pra ver. Há também um laço bonito criado entre o Xerife Hooper e a Onze, devido a ele cuidar dela como a filha dele que falecera. Aliás, a história da Onze é muito mais desenvolvida nessa temporada, ganhando até um episódio só para ela.

O drama, a comédia, o terror, o suspense, a aventura, todos esses gêneros estão presentes aqui, e são todos bem equilibrados novamente, apesar de ter sido uma temporada mais séria. A trilha sonora traz mais músicas dos anos 80, como ”Every Breath You Take”, ”Time After Time”, entre outras. Quase nada aqui é original, novamente, tudo parece ter sido visto antes, MAS É UMA NOSTALGIA MUITO BEM VINDA. O final da temporada é bem melhor que o da primeira e deixa um gancho já para uma possível terceira temporada.

Resumindo, ”Stranger Things” se firma nessa segunda temporada como uma das melhores séries da atualidade, conseguindo fazer o mesmo que fez em sua primeira temporada mas sem parecer repetitivo, e sendo do mesmo nível (ou até melhor) que sua temporada anterior.

Nota: 9.7