A história dos filmes que compõem a trilogia ”O Albergue” sempre é a mesma: Jovens que só queriam tirar umas férias, descansar um pouco, são sequestrados e levados para um albergue, onde são mortos por pessoas ricas que pagaram para poder torturar esses jovens.

O primeiro filme da trilogia veio como uma agradável surpresa. Os envolvidos eram totalmente desconhecidos, principalmente Eli Roth. Porém, surgiu de repente um nome conhecido na produção do filme, Quentin Tarantino, o que já fazia as esperanças aumentarem um pouco. Vale lembrar que o filme foi lançado em 2005, um ano depois do lançamento do primeiro ”Jogos Mortais”, outra franquia de tortura que agrada aos fãs do gênero.

Quando o filme chegou, ele tinha tudo um que um bom fã do gênero terror gosta: Tortura, cenas de sexo, mais tortura e uma história inspirada em acontecimentos reais -há quem diz que esse sistema de ricos pagarem para matar pessoas existe mesmo na Deep Web-. Então, devo dizer, ”O Albergue” foi uma agradável surpresa para o ano de 2005.

Devido ao sucesso, surge ”O Albergue 2”, dirigido novamente por Eli Roth. As expectativas estavam um pouco altas para este aqui, e aí surgiu o pensamento: ”Ok, eles entregaram um filme que surpreendeu a todos em 2005, porque ninguém tinha nenhuma expectativa, mas e agora que as expectativas estão altas para o segundo? Eles vão conseguir entregar um bom filme?” Bem, isso pode ser questionável para alguns, mas eu acredito que eles conseguiram entregar.

As cenas de morte aqui estão mais elaboradas, mais gore e mais interessantes. Uma em particular, que envolve uma banheira, é MUITO sanguinária e interessante, possivelmente a morte mais legal da trilogia. O roteiro deste segundo filme também soube trabalhar bem algumas coisas, mostrando um pouco de como os ricos que pagam para matar os jovens veem as coisas, e como funciona o sistema em si. A meu ver, o segundo está no mesmo nível que o primeiro.

Eis que surge então ”O Albergue 3”, mas com uma mudança, Eli Roth foi tirado da direção, o que já gerou uma ressalva para os fãs, o diretor agora é Scott Spiegel, que só fez um trabalho razoavelmente conhecido, Drink no Inferno 2, que é muito ruim. Então, era de se esperar que estava vindo uma bomba. Entretanto, fui com toda minha boa vontade assistir a este terceiro filme, mas não teve como, o filme é horrível.

Sabe aquele lugar abandonado e sujo onde os jovens são levados para serem torturados? Então, agora os jovens são levados para um lugar todo bonitinho e moderno. E sobre as mortes, nenhuma se salva, nenhuma delas é gore o suficiente e são totalmente sem graça, principalmente quando acontece uma morte que envolve baratas, fica clara que a cena é puro CGI ruim. Há poucas coisas que são boas nesse filme.

Então, concluindo, se você nunca viu esta trilogia, eu recomendo, mesmo o terceiro filme sendo totalmente sem graça.

Nota para a trilogia em si: 7.2