O nome é sinistro por si só: ‘Montanha-russa da Eutanásia’, mas o conceito é tão assustador quanto o nome. A ideia é que pessoas escolham morrer de uma forma “intensa e divertida”, segundo a descrição do projeto, com uma montanha-russa tão rápida e avassaladora que mate todo o mundo que a enfrentar.

A ideia foi do estudante de Artes lituano Julijonas Urbonas, que estudava em Londres e expôs o projeto em Barcelona, assutando visitantes, ele trabalhou em um parque de diversões quando era mais novo e decidiu radicalizar.

Segundo disse em seu projeto, ele queria “uma forma elegante de tirar a vida de pessoas”, também pensou numa forma do “design de um objeto influenciar diretamente na morte de alguém”.

O resultado é essa “montanha-russa da eutanásia”, um projeto que foi direto pra lista de “concepções mais assustadoras da história do design”.

A montanha-russa comporta 24 pessoas em cada última viagem e nenhum deles sobreviveria ao trajeto, a primeira parte é uma subida de 510 metros (mais ou menos o tamanho do World Trade Center), cujo trajeto levaria 2 minutos, depois, o trenzinho desceria a 360 km/h com o povo todo lá dentro, a descida nessa velocidade e faria ter sensações parecidas com a de descer de paraquedas.

Após essa primeira descida, todos os passageiros já estariam com sintomas pesados de falta de ar e com o sangue correndo para as extremidades do corpo, aí entraria a morte: justamente no primeiro loop, ao fim do primeiro loop o cérebro já estaria morto por falta de ar, a chamada hipóxia e como queria garantir 100% que todos morressem, o designer projetou mais seis loops para tirar qualquer dúvida.

O designer pensou em tudo: a diminuição do tamanho dos loops é uma forma de garantir que a pressão sobre o cérebro se mantivesse estável em níveis mortais, uma série de equipamentos no carrinho ainda monitoraria os sinais vitais de cada passageiro, segundo o estudante, todo o trajeto foi calculado minuciosamente para ser 100% efetivo, mas alguns testes deveriam ser feitos, afirma ele com toques de humor negro.

Quando perguntado se ele aprovaria a construção de uma montanha-russa dessas, ele diz que sim, desde que todos os que entrassem lá fossem pacientes em estado terminal conscientes de que morreriam assim que descessem no “brinquedo”.

A pressão na cabeça seria de 10g, ou 10 vezes o próprio peso sobre o corpo, mais do que entrar na atmosfera a bordo de uma nave espacial. Felizmente, o projeto ainda não saiu do papel. Houve empresas interessadas que queriam amenizar o projeto. Mas seu idealizador não aceitou concessões