A Família Bender, é uma família dos EUA do século XIX, que mantinha um pequeno negócio hoteleiro perto de uma via conhecida como a Trilha de Osage, no Kansas. Aparentemente, os pais John e Marli Bender, formavam uma bela família com o casal de filhos John Bender Jr. e Kate, mas um segredo revelado anos depois mudaria essa visão e faria dessa família um caso macabro de assassinatos em série.

Segundo uma matéria publicada pelo site Mental Floss, eles são os primeiros assassinos em série dos Estados Unidos e são apontados como responsáveis por inúmeros assassinatos na região onde se instalaram na época.

Na verdade, o sobrenome da família não era nem Bender antes de eles chegarem ao Kansas, sendo que o pai nasceu John Flickinger e, suspeita-se, era alemão ou holandês. Já a mãe, Marli, antes era Almira Meik e teve um primeiro marido chamado Griffith, com quem teve 12 filhos. Segundo o site Murderpedia, Marli foi casada algumas vezes antes de se juntar a John Bender, mas todos os seus maridos morreram de pancadas na cabeça. Kate era Eliza Griffith, uma das filhas do primeiro casamento de Marli, enquanto John Jr. nasceu John Gebhart. Muitos que os conheceram no Kansas afirmam que o casal de irmãos, na realidade, eram marido e mulher.

Como a família agia:

A Trilha de Osage, assim como grande parte do Kansas, era um caminho pelo qual muitos viajantes passavam em busca de uma vida melhor no Oeste. Desses, muitos nunca mais foram vistos em nenhum lugar e, por serem viajantes, que muitas vezes não deixaram nada para trás e também sem um destino certo, demorou um tempo até que se percebessem os desaparecimentos.
Entretanto, em algum momento, os desaparecimentos ficaram evidentes, principalmente para as pessoas que passavam pelo Condado de Labette. Alguns corpos foram achados na região, mas não se sabia quem era o autor dos crimes até então.
Condado de Labette é o nome pelo qual ficou conhecida a área de 160 acres na qual se instalou a família Bender, onde também construiu sua pequena casa dividida em duas partes, separadas por uma cortina.
Na parte de trás da residência ficavam os quartos da família e, na frente, havia uma loja na qual os visitantes eram recebidos com refeições e bebidas. Ali, os clientes podiam reabastecer seus estoques para a viagem e, eventualmente, passavam a noite.
Kate Bender, a filha do casal, era a mais extrovertida da família. Ela se intitulava vidente e curandeira e realizava viagens oferecendo os seus serviços. Testemunhas afirmaram que ela e a mãe Marli eram praticantes de bruxaria. Quando não estavam fora de casa com suas funções, Kate era a grande arma da família para atrair os estrangeiros que passavam pela propriedade. A jovem era atraente e, com suas habilidades psíquicas, ela conseguia novos clientes para o estabelecimento dos Bender.
Com esses recursos, assim agiam os Bender para matar seus clientes e visitantes. Após desvendar o mistério, os investigadores concluíram que o “ritual” das mortes seguia um padrão. Segundo as conclusões, quando os Bender identificavam uma possível vítima, eles o convidavam a se sentar na “cadeira de honra” da casa, durante o jantar. O lugar era a cadeira que ficava de costas para a cortina que separava os cômodos. Dessa forma, durante a refeição, Marli ou Kate distraíam as vítimas para que os homens da casa a atingissem com um martelo na cabeça, por trás da cortina. Logo depois, eles cortavam a garganta da pessoa e as jogavam dentro de um alçapão cuja a porta ficava no chão, parte traseira da residência.
Mas, dois sobreviventes, que se recusaram a se sentar na “posição de honra”, identificaram o provável ritual e confirmaram a maneira como tudo acontecia. Um deles, o Sr. Wetzell lembrou que ao recusar o posto honroso, percebeu um comportamento agressivo e raivoso da Sra. Bender para com ele. Ele relatou que ao ver os homens aparecendo pela cortina, resolveu ir embora do local junto de sua companheira de viagem.