Em termos científicos, chama-se de “necrogamia” a atitude de se casar com uma pessoa já morta.

Esse tipo de matrimônio, foi legalizado na França durante a Primeira Guerra Mundial, quando algumas mulheres insistiam em se casar com seus noivos, ainda que eles tivessem morrido em combate. Nascia, então, o “casamento pós-morte”, que se tornou oficialmente permitido em 1950.

A maior representante da legalização francesa do matrimônio pós-morte foi uma moça chamada Iréne Jodart, que implorou diretamente ao então presidente Charles De Gaulle para que ela pudesse se casar com seu amado noivo, André Capra, que havia morrido durante a guerra. A história chamou atenção da imprensa francesa e, em questão de poucos meses, a lei foi criada.

 

Em termos financeiros, o casório não permite que a pessoa viva receba os bens da pessoa morta, mas autoriza o pagamento de pensão ou seguro, especialmente se o casal tiver filhos.

O casamento pós-morte ainda é praticado atualmente. A cerimônia, no entanto, é mais simbólica mesmo, afinal um dos envolvidos já está morto.
Atualmente, a estimativa é a de que 20 casamentos desse estilo sejam realizados na França todos os anos isso acontece, há registros de pombinhos póstumos nos EUA, na Coreia do Sul, na Alemanha, na África do Sul, no Sudão, na Tailândia e na China.